terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Tudo pelo “Chicrete!”


Agora há pouco, estava recordando com minha mãe algumas peripécias do carnaval. Infelizmente, me peguei a sorrir com algumas histórias desastrosas, como o caso de um rapaz que foi registrar a perda de seus documentos e acabou detido. Isso mesmo! O mancebo estava com um mandado em aberto e quando o policial consultou seu R.G. no sistema, lá mesmo ele ficou! Quase não acreditei em tamanho vacilo. O infeliz quase pôs um ovo, no momento em que um dos policiais o arguiu: "Como é mesmo que você se chama, fulano? E como é o nome de sua mãe?"
Já era tarde quando ele resolveu levantar de fininho, dizendo: “Dotô, vô aqui fora beber uma água.” A essa altura as portas do posto já estavam protegidas por dois policiais civis. O pobre se desesperou, começou a tremer e o policial insistiu: O que foi mesmo que você aprontou, rapaz???
Eu num fiz nada, dotô! Eu juro! Tem tempo esse B.O. aí! Eu só vim aqui purquê pirdi meus documento! Eu só quiria vê meu Chicretão. Só isso, dotô!! E o Cricretão já vai saí daqui a pôco!
E desabou no choro que nem criança. Chorou, esperneou, batendo os pés no chão, que nem menino pequeno. E implorou: - Pelamordedeus, dotô! Miliberaí, vai! Ôh minha Nossa Sinhora!!! Vô perdê meu Chicrete! Ôh meu pai do céu! Cela não! De novo, não!!! Cela não!!
E eu, me prendendo pra não dar risada. 
Mas hoje, quem riu mesmo foi minha mãe, embora, salientando: É, minha filha... seria cômico, se não fosse trágico!

Nenhum comentário:

Postar um comentário