segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Obra ou obra???

Alguém pode me dizer que diabos de obra mirabulosa é essa que fizeram na entrada da avenida "Furico de Aguiar"?
Pra acabar de piorar me fizeram uma espécie de canteiro central no meio da Avenida Paralela que reduziu ainda mais o espaço para o tráfego de veículos.
Realmente uma bela "obra". Parabéns aos bostéticos! Humpf.

Nota da autora: Não, meus diletos leitores, o nome verdadeiro da Avenida continua sendo "Pinto de Aguiar", mas outro dia, ouvindo a rádio Metrópole, um ouvinte vaticinou sabiamente que esta deveria ser chamada de "Furico de Aguiar", devido a quantidade de buracos. Internalizei. Fazer o quê, né?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mais uma de buzú.


Dia desses estava em casa fazendo uma encomenda de biscuit quando faltou material. O tempo estava meio chuvoso daí resolvi ir de ônibus até o shopping Paralela. Como fica pertinho de casa, achei (tolinha que sou) que não seria muito “arriscado”. Chegando no ponto, logo avistei um “AEROPORTO”. A mulher que aguardava o ônibus, acompanhada de um garoto e de sacolas, gritou “esse passa... dá com a mão, pivete!” Já fiquei meio assustada.
Tomando a frente ela gritou: “Ô cobradooor, esse vai pela Paralela?” Ele acenou com a cabeça que sim. Logo pensei, “que sorte!” e subimos no ônibus. Pela porta da frente, entrou um baleiro declamando seu mantra (politicamente decorado) com aquele sotaque bem baianês:
- Boa tarde, pessoal. Desculpe incomodar o silêncio de vocês mas é que ‘chegou’ as deliciosas balas de menta com recheio de chocolate. Na minha mão, uma é 30, duas é 50 e quatro é um real. Vamos curtir a viajem, pessoal, ‘chupano’ essas deliciosas balas de menta com chocolate. Comprar por comprar, ‘cê’ compra ‘ni’ qualquer lugar, mas compre ‘ni’ minha mão, ‘pa’ me ajudar!!
No próximo ponto, outro ambulante, dessa vez vendendo (acreditem) escova de dente (Oi?).
- Boa tarde motorista, cobrador e senhores passageiros. Chegou a novidade em Salvador! São essas maravilhosas escovas de dentes. Tem de todas as cores: azul, amarela, verde, laranja, vermelha e rosa... como essa coisa linda aqui... (fala apontando a escova de dente pra uma moça que está em pé no corredor). E continua (ainda olhando pra garota)... “essa aqui gatinha, vai deixar seu dentes no grau, pronta pra receber beijo na boca. Aí fora vocês não vão encontrar esse produto por menos de 3 reais, mas em minha mão, vocês levam três escovas por apenas 5 reais. Mete mão, que é promoção!!” (Oi?)
A menina ficou toda serelepe e a colega falou: “aêêhhh se armou, hein Suelem?”. “Suelem, é sua mãe!” respondeu a menina.
Quando chegou em “Pituáço” uma galera que estava no fundo invadiu o corredor do buzú. Uns, se apertaram e conseguiram descer pela porta da frente, em meio a olhares de alguns passageiros tentavam cochilar, encostados na janela, mas a maioria ficou aglomerada no meio do coletivo, quando começou a gritaria:
- Abre o meio, motô! Tem gente querendo descer. Abre aí, rapá!!!
Quem está acostumado a pegar coletivo, sabe. Quem geralmente senta próximo à janela, são aqueles que pegam o ônibus ainda vazio na estação e fazem todo o trajeto até o final de linha. Os que sentam no “fundão”, geralmente é a galera da bagunça. Gostam de fazer batucada e/ou de colocar músicas no celular pra todo mundo ouvir. A traseira do coletivo é também, preferência dos casais de namorados. Já a frente é o lugar preferido das crianças, preferencial para idosos, obesos, gestantes e também, é o lugar onde os passageiros carregam sacolas, caixas, isopores e etc.
Logo, que a galera desceu alguns passageiros se acomodaram nas cadeiras vazias, inclusive a senhora que encontrei no ponto. Ela fez uma cara de felicidade, não fosse pelo fato do buzú fazer a curva e seguir em direção a orla. Eu, estática fiquei, totalmente sem entender. Ele não havia respondido que o ônibus era via Paralela? Pensei. Antes que eu pudesse aprumar as ideias a mulher bradou estarrecida:
- Porra é essa, cobrador? Tu não falou que essa zôrra era via Paralela?? Seu filádaputadamizera. Agorra barriô! Eu só tinha essa “passage”. E agora? Vou pra casa como?
- Mas é cada uma... nego vai me 'gritano', num dá nem um 'boa tarde'? Né assim não, véi. Tá ‘pensano’ o quê? E filádaputa não, filádaputa não!!! Bradou o cobrador.
-Porra é essa, cobra? Que caô do carai foi esse, pacêro! Sacanagem aí com a tia! Falou um rapaz que estava sentado ao lado da catraca.
- Sacanagem o escambau! Né assim que a banda toca não! Tem que tê humildade!” Continuou o cobrador.
- Pois tu vai devolver minha porra de meu dinheiro, seu istopô! Gritou a mulher insana.
Enquanto isso, alguns passageiros começaram a gritar: “bora viado, vai começar o jogo, caralho!” “arrasta, motô“, “leva essa zorra, motorista”, “tira o pé do freio, motô, que hoje é domingo!”
Eu de fininho, como também havia acreditado no infeliz do “cobra”, desci com minha cara de paisagem. Maldita hora que deixei Mileide em casa. Atravessei a pista e fui paletando até o próximo ponto pra deixar de ser idiota. Humpf...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Quanta pretensão.

Tem gente que é idiota mesmo, na boa. Mas sabe que quando paro pra pensar direito dou até umas risadas? Já ouvi e vi de tudo esses dias e pensei que nada mais me surpreendesse, mas há pessoas que são pretensiosas demais ou então, tem mania de perseguição. Daí, acabo me pegando dizendo meu velho clichê: Que merda, velho!!!
É síndrome de inferioridade, misturada com síndrome de superioridade; visão exacerbada (distorcida) de si mesmo; transtorno bipolar agudo; alternância de humor constante; egocentrismo balzaquiano e por aí vai. Poderia ficar horas aqui discorrendo e divagando sobre tanta neurose, mas prefiro rir sozinha.
Não sou do tipo "falem mal, mas falem de mim", mas também não penso em suicídio com o que os outros pensam a meu respeito. Aliás, brinco sempre com meus amigos dizendo que "falar de mim é fácil, difícil é ser eu... mas eu dou conta!" (risos) 
Até porque parto da premissa de que, se não quer que falem de você, então ande na linha!! Dê exemplo!! Ou então vá morar em Marte, porra!!!
Aliás nem precisaria porque há pessoas que de tão rasas, não notamos nem a ausência, quiça a presença.
Pronto! Falei!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Linda e loira.

Nunca agradamos todo mundo, não é mesmo? Isso é fato. Mas cheguei a uma conclusão, ao longo dos meus trinta e cinco anos: "As mulheres se arrumam para as outras mulheres!!"
Eu não me encaixo nessa lista, portanto, não me venham com opiniões rotuladas, cheias de modismo, com um fundo de inveja ou qualquer tipo de crítica formulada achando que irão me engabelar. Não me arrumo para agradar você, fofinha! Não tenho pretensão em fazer mulher feliz. Aliás, a única mulher que eu costumo agradar é a do espelho. Por isso, não perca seu precioso tempo mandando eu escurecer os cabelos, cortar,  alisar, fazer regime, deixar de usar botas, de usar batom vermelho durante o dia, de usar unhas curtas pintadas de "renda", de usar roupas mais claras, mais ou menos compridas, ou comprar calcinhas maiores... tss, tss, tss.
Definitivamente, eu não me arrumo para agradar vocês! Me amo do jeitinho que sou e vocês nem imaginam, como é bom ser eu. Dá um trabaaaaaaaaaaaalho, mas eu dou conta!!
Vocês não iriam entender...
Vocês realmente não me conhecem.
Poucos tem esse privilégio.

Ah, e lamento desapontá-las, mas estou ainda mais loira. Querem saber quem foi que gostou???? Hum??? ;)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tá com tempo ocioso?

Vai um resuminho aí? (Oi?)

Nota da autora -  Como diria meu colega: Vade-Retro!!! Ri demais!!!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Me poupe!!!

Até hoje ainda vejo manchetes nos jornais on-line falando da ação do tempo na vida de Carla Perez, coisa e tal. São notas ridículas inflando e criticando a criatura. Até uma foto foi postada, onde mostra as tão cobiçadas pernas da ex-loira do Tcham, infestadas de celulite. (Oi??)
Pior que isso foi uma enquete em um dos jornais questionando: "O que você acha das celulites que Carla Perez vem exibindo despreocupada?" (Oooooooooooi????)
Que é que é isso, cara pálida?? O senhor acha mesmo, seu jornalista, que Carla Perez está lá preocupada com caralho de celulite??? Ela deve estar muito ocupada sendo feliz com aquele gostoooooooooso do marido dela!!!  Porra de celulite! Você acha mesmo que Xandy vai dizer pra ela: "Não, meu bem, hoje não vai dar pra gente namorar gostoso, porque você tá com essas celulites aí na parte posterior da coxa..."
Ahhhhhhhhh, pelamordedeus! Me faça uma garapa! Enquete questionando celulite??? Até porque, Pedro Bó, se for colocar chocalho em quem tem celulite, não fica ninguém acordado nessa Bahia!!! Ahhhhhh, que é que isso??? Faça menos, que eu pago à vista!!!


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Congratulations!!

Enfim, estou de férias do inglês!!!
Não que eu não goste das aulas, da minha querida professora, dos meus colegas, da sopa com torradas da cantina, mas é que eu já estava um pouco de saco cheio.
Ando cansada, sabe? Precisando repousar a mente. Extremamente cansada de dormir tarde e acordar cedo. Estou um pouco aliviada agora. Embora esta alegria dure apenas até o dia 10 de agosto, estou feliz por não ter o compromisso das terças e quintas. Fico até meio perdida com essas horas livres (não tão livres, diga-se de passagem)...
Confesso que nem eu mesma sei como consegui ficar com média 9,6 , pois o final do semestre foi meio "a migué". Faltei umas duas aulas devido minhas enxaquecas terríveis, cabulei outra aula devido uma estafa e nem sei como consegui recuperar os assuntos atrasados. Mas venci mais essa parada!!!
Pensei em voltar pra "cadimia" com esses dias que tenho na agenda. A equação seria a seguinte: segunda, quarta e sexta - academia; terças e quintas - inglês, mas ainda não criei coragem. Jurei que quando tivesse "motorizada" voltaria a malhar. Prometi por A + B, que quando não tivesse mais "di a péis" voltaria com força máxima. Mas confesso, ainda não tenho opinião formada. Tenho tido até estímulo, mas falta a disposição. Vou ver amanhã se encontro caixinha dela na farmácia...
Quem sabe?? Quem sabe???

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Gracinha de amigo meu.

Hoje foi dia de festa no trabalho. Aniversário de um dos meus chefes (sim, eu tenho vários chefes). Teve parabéns, cachorro-quente, refrigerante e tudo! Eu e Veinha comentávamos: "Emagrecer aqui não é tão difícil. Difícil é manter o peso, com tanta festa!!!" Pois é, amiga. Nossa dieta foi pro beleléu hoje. 
E por falar em dieta, a cereja do bolo, foi essa gracinha, proferida por um colega nosso, enquanto tentava passar pelo corredor entre eu e Beyoncé (as cheinhas da repartição, rsrs), que por sua vez, ainda estava com as mãos na cintura:
- Você é estreitinha... e ainda com as asas abertas! (Oi?)
Só pudemos rir.
***

Detalhe... Horas antes, estávamos eu e Beyoncé esperando o elevador, quando saíram duas mulheres.
- Sai duas, entra duas. Comentei.
- Se bem que em nosso caso: sai duas, entram quatro!!! Bradou Beyoncé com maior bocão dentro do elevador. (Oi?)
A gargalhada foi geral. 
Fazer o que, né? Somos mocinhas brincantes!!! rsrs

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sumida.

Pois é. Todos sabem que ando sumida deste cafofo virtual. Peço humildes desculpas. Também sei que "blog desatualizado, é blog esquecido," porém, meus diletos leitores, muita coisa aconteceu desde o dia 21 de maio, dia em que "Mileide" chegou (este é o nome de minha motinha fofinha, guthiguthi da mamãe, rsrs).
Na realidade, Mileide me trouxe mais que duas rodas e um motor... ela me trouxe asas...
Foram muitas emoções vividas durante esses dias. Vivi coisas intensas, sentimentos novos, até então desconhecidos. Um outro sentido. Falando assim parece até que sou uma pessoa materialista, mas não sou. Quem me conhece de verdade sabe disso. Não sou! Contudo, há certas coisas que o dinheiro realmente podem comprar, não sou hipócrita. E Mileide, foi uma delas. 
Passei um ano à pé. Quem levanta para pegar busú todos os dias sabe do que eu estou falando... um ano vivenciando várias peripécias nos busús da vida (vocês bem sabem disso!), filando carona. Andava cansada, entediada. No fundo dizia pra mim mesma que não me importava, mas porque na verdade sabia que era uma situação passageira e que tudo haveria de mudar. Sou uma pessoa otimista. Além do mais, há muito merecia umas férias. E me dei essas férias! Tirei uns dias no trabalho e me desliguei um pouco de tudo. Viajei literalmente durante esses dias. 
Fui pra Santo Amaro no São João... dei uma esticadinha até Berimbau... uma passadinha em Jaguaquara para ver os amigos... uma esticadinha até Itiruçu (pro forró Coffee, aff!) ... tomei chuva, sol, vento, neblina... senti calor, senti frio. Senti saudade!!! Amei e me senti amada. Não por causa de Mileide, mas pelo que ela pôde me proporcionar. Há muito não sentia aquela brisa no rosto, aquele vento forte que mais parece que vai arrancar a cabeça do lugar... poder olhar as paisagens, sentir o cheiro de mato, de terra molhada. Beber leite puro. Comer comida caseira preparada com afinco e amor. Comer beijú, bolo de tapioca e ovos (de quintal) mexidos no café. Há muito não me sentia tão próxima dos meus amigos de verdade, da minha família. Não sei  mas acho que Mileide de certa forma me trouxe de volta. Me trouxe de volta o tempo que perdi. A alegria que havia esquecido em algum lugar desse asfalto imenso. Acho que é isso. Por ora, é isso.

sábado, 2 de junho de 2012

Me deixe viver!!!

Não. Eu não sou igual a toda mulher.
Realmente, eu prefiro moto a carro, calor a frio, livros a festas, música ao invés de TV.
Não visto 38, não uso silicone e não suporto aparências. Não tolero conveniências mas, respeito convenções. Não estou certa o tempo todo. Não sou correta o tempo todo.
Aposentei a régua e o compasso há tempos. 
Só quero viver e ser feliz!

sábado, 19 de maio de 2012

Gente idiota - Parte 2

Outro caso chocante foi o do atendente da Honda. O bruto me telefonou e segue breve relato do diálogo:
- Senhora Cleane Miranda?
- Sim, sou eu.
- Aqui é o fulano de tal do Consórcio Nacional Honda. A senhora poderia me confirmar alguns dados?
- Pois não.
- A senhora mora em qual endereço? Há quanto tempo? Qual a sua profissão? Há quanto tempo nesse emprego? É funcionária pública concursada? Tem filhos? Qual sua idade? (mais algumas indagações)... A senhora está como fiadora de uma moto aqui conosco, não é mesmo?
- Não. A moto é para mim.
- Para a senhora???? Mas consta aqui em nossos registros que trata-se de uma CB 300, ou seja é uma moto 300 cilindradas!!!, uma moto grande pra uma mulher...
- Sim, é uma trezentas... (eu do outro lado da linha, meio que já esperando uma merda)
- A senhora tem CER-TE-ZA que tem CON-DI-ÇÕES de pilotar uma moto dessas?? (Oi??)

One moment, please... (respiro fuuuuuuuuuuundo)
Põe o PLAY e segue o diálogo...
- A senhora é habilitada, não é mesmo?
- Sim, sou.
- Se nós solicitarmos da senhora a cópia de sua habilitação, a senhora teria condições de levar em nossa concessionária? (Comequiéonegoço??)

Acho que tá bom por hoje né, meus diletos leitores? Além de incapaz, mentirosa. Eu mereço!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Gente idiota.

E hoje no shopping, presenciei uma imbecilidade que me deu ânsia de vômito. Estava eu na fila do Bob's com minha amiga Beyoncé, enquanto o único atendente nos preparava uma casquinha. Atrás de nós uma fila se formava, enquanto uma bostética qualquer falava e gesticulava com outro infeliz (sabe-se lá que carálio aquele elemento seria dela) qual poderia ser seu pedido. Enquanto isso, o mesmo bruto batia no balcão com o cartão de crédito sinalizando pressa, quando o atendente o alertou:
- Senhor, não aceitamos cartões.
Eis que a criatura desnecessariamente bradou em alto e bom tom:
- Ainda bem que a gente tem DI-NHEI-RO!! (Oi?)

Precisava???

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lástima.

Por que será que o Blogger mudou as benditas configurações desse cafofo virtual sem aviso, permissão ou qualquer comunicado? Que ódeo!!!
Agora estou aqui, sem muita paciência pra desbravar as novas funcionalidades e também sem tempo para mexer nessa joça. 
Resultado: não tenho postado horrores como gostaria. Humpf.
Confesso: "há certos momentos que tenho resistência ao novo."

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alegrinha.

Há pouco estava murchinha. Agora estou alegrinha. Seria obra das quatro Smirnoff Ice que eu bebi? Oi?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sem título.


É fácil amar o outro quando o outro está contente. É fácil amar o outro quando sua conta bancária está no azul e tudo o que ele sabe dizer é “eu dou”, “eu faço”, “eu vou”.  É fácil amar o outro aparentemente inteiro, aparentemente estável. Que quando sofre não faz barulho, nem incomoda com seus gemidos. É fácil amar aquele que aprendeu durante a vida a usar uma máscara que o permite ter a mesma cara sempre; ao fechar um grande negócio ou ao perder aquele investimento. Aquele que passa a noite em claro, sozinho com seus problemas, mas que no dia seguinte está de pé, disposto e servil. É fácil amar aquele que se mostra sempre arrumado, de cabelo aparado e barba atualizada. É fácil amar o outro na mesa de bar, enquanto se conversa abobrinhas e a cerveja é gelada. É fácil amar o outro no churrasco de domingo, nas recepções extravagantes, enquanto o dinheiro e o whisky ainda não acabou. Difícil é amar quando o outro desaba, quando está descrente, quando perde o charme, a sedução. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que ninguém mais ficou, nem mesmo para limpar a sujeira ou catar os copos sujos espalhados na grama. Quando até o próprio espírito parece haver se retirado. Difícil é amar o outro quando já não encontramos motivos para justificar esse amor. Quando não sabemos notícias e a ausência nos inquieta. Difícil amar o outro quando ele parece ter desistido de você e principalmente dele próprio. Quando os seus medos denunciam os teus e põem em risco o propósito que você cultivou em não demonstrar fragilidade. Quando a exibição da sua fraqueza expõe, de alguma forma, também a tua. Quando o seu pedido de ajuda, não chega até você. Quando você se sente inútil. Difícil é amar o outro que permite, que sua estupidez o impeça de caminhar ao seu encontro. Difícil é amar o outro que repete aquela mesma ação que sabe que irá te magoar e, por mais que você se esforce, não consegue entender o por que. Difícil é amar aquele que se tranca na própria solidão, ainda que acompanhado. Que convive com a indiferença, com o aparente conforto de quem mora à beira-mar. Que sua autoestima se torna tão pequena a ponto de não acreditar num elogio. Difícil é amar quem não acostumou a ser amado.

sábado, 21 de abril de 2012

Yes, I am.

Yes. I'm happy that not dick in the trash.

Trinta e cinco.

Eu não sei explicar em que idade a vida começa de verdade, só sei que para mim ela parece estar começando agora, depois dos trinta. Não que apagar velinhas signifique muita coisa mas a experiência que essa convenção me trás, é que me parece significativa. 
Não sou preconceituosa com os jovens mas percebo que a cada dia estou menos paciente. Não tenho mais tempo a perder. Com o passar dos anos enxergamos melhor as coisas, ficamos mais calmos, mais seletos e temos menos pressa para algumas coisas. Observamos mais, aproveitamos mais, aprendemos mais. É como se nosso cérebro estivesse mais "afiado" para sabermos usufruir certos prazeres que a vida tem a nos proporcionar. Mas há um paradoxo nisso tudo, sabe por que? Porque com o tempo vamos deixando de fazer certas coisas, de aproveitarmos certas coisas. Quer um exemplo? Lembra aquele velho "bate e volta" no São Pedro? Aquela viagem sem hospedagem certa e com o dinheiro contado? E aquelas noites perdidas que você ainda ia trabalhar de "virote"? Te parecia bom, não é? Mas isso ficou para trás. Com a idade, aprendemos a dar valor a palavra "conforto". As multidões e aglomerações não são mais uma diversão para você. Nem mesmo aquela festa "lotada", "bombando" te parece divertida. Aliás, nenhum lugar em que você precise pegar fila para entrar e para sair. Os círculos de amizade vai ficando cada vez menores. Você percebe que até para conseguir conciliar um dia para um churrasco entre amigos é complicado. Por várias questões: trabalho, estudo, filhos, etc. A maioria dos seus colegas estão casados. E os separados, estão como você. Os solteiros, nessa faixa etária (em regra), são problemáticos. Você agora, prefere ficar em casa. A rua não tem mais os mesmos atrativos. Desfilar pelos barzinhos da moda não tem mais nenhum encanto. Nem sair pela noite fechando boates com os pés apertados no salto alto. Aquele restaurante chique e barulhento, não te enche mais os olhos. Você prefere um lugar mais tranquilo, com uma companhia agradável, onde você possa falar e ser ouvido sem precisar fazer esforço. Mas um dia você ouve de alguém que está "ficando velho" e resolve sair na night para beber umas e outras. Observa os casais e os solteiros... e nota que a maioria parecem bêbados, exibidos e estúpidos. Você não tolera nada que altere a sua consciência. E percebe que nenhuma daquelas pessoas merece te conhecer melhor. Você não tem mais tempo a perder. E por um momento você se pergunta: que merda eu tô fazendo aqui? E sente saudade de seu chuveiro, de sua cama quentinha e cheirosa... será que você não está muito intolerante?
E tenta um teatro, um cinema, uma viagem. Mas percebe que você tem outras prioridades. E sua segunda graduação? E sua pós? E o inglês? Seu dinheiro não é capim para você jogá-lo fora com qualquer bobagem. Então você percebe que está cada vez mais exigente e se afastando mais da realidade, do que você vê. Porque o mundo infelizmente é feito de futilidades. De pessoas que valorizam mais o que você tem, do que o que você é de verdade. E daí você se pergunta: e o que eu sou de verdade? Se eu sou tão especial assim, tão bom assim, então por que eu não tenho sorte? E o que é ter sorte? É ter um carro do ano? É ter um apartamento com piscina? Um(a) namorado(a) para mostrar a sociedade?
Mas a gente estava falando de coisas boas... 
Nesse momento você já tem em mente uma lista do que é aceitável e do que não é para você. Mas ninguém tem resposta para tudo. Nem mesmo com trinta e poucos anos. Você olha para os erros que cometeu no passado e percebe que cada vez mais eles estão se distanciando. Mas e você? Você também não está ficando para trás? Não resta mais saída. O jeito é continuar avançando, vivendo um dia de cada vez. Aproveitando o "hoje" porque o amanhã é incerto. E porque a todo momento nossa vida parece instável. Nunca estamos 100% seguros do que queremos. Porque crescemos, a verdade é essa. Estamos sempre em busca de alguma coisa. 
Mas o certo é que você aprendeu a se amar. A se respeitar e respeitar seu espaço, seu corpo, suas opiniões. Você não é mais "Maria vai com as outras". 
Ficar sem sair no final de semana não é o fim. Não ter algo programado pro feriadão não é a morte. E mais: ficar em casa numa sexta-feira à noite não é falta de opção e sim uma escolha! Aliás, ficar em casa ouvindo Sade e bebendo um vinho te parece a melhor coisa do mundo! E se for bem acompanhada, melhor ainda. ;)

Nota da autora: Sim, eu tenho trinta e cinco.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

JR.

Amigo meu (e leitor) me telefonou ontem. Confesso que olhei pelo visor e não tive coragem para atender. Sei que ele deverá ler este post e (também confesso) que isto é o que parece: um recado. Então vamos lá...

Amigo, sabe que sua amiga aqui não costuma mentir. Também não costumo dissimular sentimentos. Por isso, respondo a pergunta que me fez hoje por sms: "Tô muito chata esses dias". 
Não é nada com você, mas comigo. Sabe que temos incompatibilidade de gênios, embora sejamos amigos. E mesmo reconhecendo sua humildade e lealdade (e considerando que amigo é para todas as horas), você não merece meu mau humor. Definitivamente, você não merece escutar lamúrias. 
Por muitas vezes te fiz depósito de meus problemas, te enchi com minhas conjecturas e teorias. Já falamos de tudo (ou quase tudo): astrologia, espiritismo, família, dissabores... mas estes dias quero te respeitar, quero sinceramente respeitar nossa amizade. Obrigada pelos seus ouvidos pacientes, pelos conselhos afetuosos. Obrigada até pelas suas brincadeiras antipáticas e inoportunas que acabam sempre me fazendo sorrir, mesmo que intempestivamente. Obrigada por me aceitar e me amar do jeito que sou, com todos os meus defeitos (e são muitos!) e por compreender que só sei amar errado, às avessas. 
Sei que se preocupa comigo, que telefona muitas vezes para saber como eu estou e eu, muitas vezes, pedra de gelo. É você que sempre lembra de mim na Páscoa, no Natal, no Dia das Mães... mas é que sou assim mesmo, bicho do mato. Pra você ter ideia, não tenho nem planta em casa. Elas não iriam me suportar. (risos)
Desculpe por não te atender às vezes. Me desculpe de coração. Acredite, isso muitas vezes dói mais em mim, mas quem me conhece, sabe. Sou meio trololó mesmo. É uma limitação. Minha forma descompensada de ser. Mas não é nada pessoal. Isso vale até para um monte de gente. Sei que quem não é de verdade, acaba não ficando, acaba não aguentando, acaba partindo. Mas na oração do Nosso Pai tem uma passagem: "Livrai-nos do mal, amém!" Não é assim? É porque não é de ficar mesmo. Mas você está sempre aí. E me respeita. 
Obrigada por me respeitar. Obrigada por fazer parte desse meu Pequeno-Grande-Universo-Paralelo. Mesmo sem saber se nos reconheceremos no shopping (risos)... se você estará de barba e eu mais magra, ou se você estará careca e eu ainda mais gorda, não importa. O importante é que somos almas afins e que você está sempre presente em minhas orações. 
Por ora, perdoe essa sua amiga maluca e continue ligando. Não desista de mim. Quem sabe, uma hora eu atendo?? rsrsrsrs.

P.S.1: Sabe que eu perco o amigo mas não perco a piada.
P.S.2: Conhece aquela frase clichê? "No dia em que eu passar por você e não sorrir, esse vai ser o dia em que mais vou precisar de um sorriso seu."

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Envergonhada e agradecida.

Essa é a palavra mais apropriada para o que estou sentindo. Vergonha. 
Agora há pouco vinha chorando no ônibus. Chorei copiosamente andando pela rua e por mais que tentasse parar, foi inútil. Mais uma vez me senti pequena, frágil, sozinha. Me senti uma formiguinha. Não sei. Há dias em que é assim. Imagino que isso deva acontecer com pessoas normais, com gente simples, feitas de carne e osso. 
Fiquei triste sim. Fiquei triste, porque comecei a pensar na minha vida e em quantos leões eu tenho que matar por dia. Acordei cedo. Saí com duas horas de antecedência para um exame e ainda tinha que estar em jejum. Cheguei meia hora antes do horário marcado (conforme orientação da clínica) e fui atendida "uma hora e meia depois". Me senti desrespeitada. Fiquei observando a atendente explicar que a médica estava "presa num engarrafamento". Ora... eu também peguei engarrafamento, e ainda de ônibus. Mas, por saber que tinha compromisso, acordei às cinco e meia da manhã. Sei que ninguém tem nada a ver com isso e que imprevistos acontecem (e como eu mesma digo, imprevistos não marcam hora na agenda) mas teria mesmo o atraso da médica se dado por um imprevisto?  Entrei na sala tão chateada, que até esqueci de pedir o atestado de comparecimento. Saí da clínica e parti para o dentista.
Cheguei ao consultório por volta das dez e meia e sabe que hora eu fui atendida? Uma da tarde. Isso mesmo. Uma e quinze mais precisamente (é importante não esquecer os fatídicos quinze minutos). Dessa vez tudo bem... o dentista coitado, também estava sem almoçar e imagino que ele também não tinha feito sequer um lanche, pois desde o momento que pisei os pés no consultório, não parou de entrar gente. Mas outro fato aumentou meu desapontamento. Fui a última a ser atendida e ele já estava com pressa. Nessa presa, quase que não observou que meu dente havia inflamado (o mesmo que havia tratado com ele na quarta-feira passada) e ainda insinuou que havia sido "falta de cuidado". Por parte de quem, cara pálida? Por minha parte? Quer dizer que gosto de sentir dor?
Vida que segue, reclamou que eu deveria ter tomado os remédios que ele "sequer havia receitado". Ele havia receitado outros remédios (oi?). Olha, eu estava tão chateada, com tanta dor que mal tive forças para retrucar. Saí do consultório com minha a lista de antibióticos e parti pra farmácia. Não consegui comer nada sentindo dor e ainda fui recomendada a ingerir os remédios o quanto antes. Abri o choro. Não tive forças para mais outra coisa além disso. 
Passei na farmácia, gastei uma grana e não podia deixar de lembrar da imagem do dentista, praticamente me chamando de negligente. Chorei ainda mais. E vim chorando durante todo o percurso para casa. As pessoas me olhavam e eu tentava me esconder atrás dos meus óculos escuros. O motorista corria muito e o ônibus tombava. O dente latejava. Até que cheguei no meu ponto. Desembarquei num ponto improvisado na Paralela, onde a prefeitura está construíndo (há não sei quantos anos) ou tentando construir uma passarela. Fiquei quase na pista esperando o sinal fechar para atravessar a rua, quando olhei para o lado e vi a cena que iria mudar o meu dia. Eu vi um cadeirante. Tudo bem, diariamente cadeirantes trafegam pela cidade e vocês devem estar pensando: o que há de mais nisso? Só que eu tenho certeza que esta foi a maneira que Deus encontrou para falar comigo. Isso mesmo! Deus conversou comigo através daqueles dois homens.
Não foi só o cadeirante que chamou minha atenção (um senhor, com aproximadamente uns quarenta anos) mas também o homem que o acompanhava, um jovem negro, forte e muito simpático. Ambos estavam muito bem vestidos. Sorridentes, conversavam afetuosamente. Pelos traços físicos, pareciam irmãos. E se não fossem consanguíneos, certamente eram irmãos de amizade, de coração e de fé. Eles se aproximaram de mim, como que para facilitarem a travessia. O sinal demorou a fechar. Coloquei a bolsa na frente tentando me proteger do sol, quando ele finalmente fechou. Do outro lado da pista, não havia rampa para deficientes. Ao contrário, haviam três enormes degraus (que dão acesso ao canteiro central) que para uma cadeira de rodas mais parecia uma muralha. Pensei em oferecer ajuda, mas rapidamente lembrei do meu dente inflamado. Mais rápido ainda foi o homem, que em segundos virou a cadeira de costas e com muita força a puxou para cima, antes mesmo do sinal abrir. Imediatamente lembrei da sensação que senti no ônibus e agradeci. Senti novamente vontade de chorar só que desta vez de emoção. 
Como já conhecia o trajeto imaginei como aquele jovem conseguiria atravessar o canteiro e a segunda pista, vez que o caminho é cheio de pedras soltas e de buraços. Próximo a outra sinaleira, o caminho é estreito e há uma espécie de ponte feita de blocos de concreto, sobre uma enorme vala por onde escorre a água das chuvas. Como por milagre eles conseguiram empurrar a cadeira sobre a pequena ponte. Me deu um aperto no estômago quando vi a cadeira enganchar e perceber que uma das rodas laterais estava meio que "pendurada". Mas o homem conseguiu com muita habilidade e força, sustentá-la e atravessá-la, mantendo o cadeirante em segurança. 
Os carros passavam com muita velocidade e o limiar entre nós era somente o meio-fio. O sinal finalmente fechou e o cadeirante se voltou para mim e disse: "Moça, cuidado. Sempre que você for atravessar se certifique que todos os carros pararam! O mundo é muito perigoso."
Então é isso. O mundo é muito perigoso e só vencem os fortes! Agradeci e vim para casa pensativa. Deus falou comigo, é verdade! E eu, que há poucas horas atrás, pensava que tinha motivos suficientes para chorar. Me sentia sozinha e até meio que desamparada. Tolinha.

Nota da autora: Quantos leões aquele bravo homem não haveria de matar por dia? Vale a pena (eu mesma) refletir. 

sábado, 14 de abril de 2012

Quer saber?

Eu quero tchu, eu quero tcha...
Eu quero tchu, tcha, tcha, tchu, tchu, tcha, tchu, tcha, tcha, tchu...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eu confesso!

Há dias em que é muito difícil ficar sozinha. Hoje foi um dia desses.

Problemas Prosaicos - Parte 2.

Dormi mal e ainda tive que acordar cedo. E não passava o "Brotas". E eu olhava o relógio. E quase caminhei até a orla. E estava com fome. E estava com sede. E tinha que ficar em jejum. E tive que pegar outro ônibus para chegar no horário. E tinha engarrafamento. E suava e me estressava com o cobrador. E havia um homem fedorento ao meu lado. E eu não tinha onde sentar. E o sedativo não funcionou. E não achavam minha veia. E comecei a ficar nervosa e a médica também ficou nervosa. E o exame demorou. E finalmente ela me mandou ir para casa. 
Daí caminhei ainda mais. Suei ainda mais. Senti sede ainda mais. E já estava com dor de cabeça. E o ônibus não passava. E não tinha almoço em casa. E daí foi que deu sono. E tinha que ir pro trabalho. E de longe vi  passar meu ônibus. E deu vontade de chorar. E deu vontade de gritar. 
Foi quando passou um mototaxi... e daí, que gastei dinheiro. E ainda cheguei atrasada. Mas teve inglês! Mas meu celular tocava. E minha mãe me irritava. E a sinaleira não fechava. E ela ligava novamente. E eu discutia e eu andava rápido. E fiz outro calo no pé. E tropecei novamente na escada. E acabei "agora" de lavar as roupas da minha mãe. E pra piorar, acabou o abacate.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Descompensada.

Tinha feito planos hoje a tarde com minhas amigas. Pensei em curtir um Rock and Roll, tomar umas caipiroskas ou um wisky de leve... mas a dinâmica mudou. Sei lá, me bateu uma deprê. Fiquei imaginando a logística, pensando que poderia dar trabalho aos outros. Lembrei de coisas do passado, misturei tudo. Me bateu uma miséria ruim por dentro. Pensei em tanta coisa, lembrei de tanta coisa. Desisti. Sei lá... melhor ficar no meu sofá. Melhor ficar no meu Universo Paralelo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Does anyone care?

Tem gente que é fogo. Que a gente abandona, se afasta, se liberta, mas que ainda nos persegue como fantasmas. Tem gente que é que nem câncer... que nem "quimio", nem "radio" consegue dar conta. Tem gente que é como erva daninha... que a gente mata, põe veneno, mas se restar algum pedacinho de raiz sem arrancar, pega corpo, desenvolve e logo toma conta de tudo. Tem gente que é assim, uma verdadeira praga! 
É esse tipo de gente que não (que nunca!) se conforma com a felicidade do outro. É mal amado e vive sempre pelos cantos, de mal com a vida. Não aceita ver o amor nos olhos do outro. Vive uma vida de aparências, uma vidinha medíocre, miserável, infeliz, mesmo tendo "tudo". Não adianta conquistar nada... nem profissionalmente, nem materialmente. Que adianta se ele não consegue conquistar quem está a sua volta? É preciso estar sempre "comprando" as pessoas (as que estão à venda, é claro), com dinheiro, com  presentes, com carros... e não aguenta olhar e ver o vizinho se divertindo com um churrasco! Não admite que o outro seja capaz de ser feliz com tão pouco (como é possível?), com o básico, sem supérfluos e sempre olha (através da sua varanda) e vê a grama do vizinho sempre mais verde que a sua! É amargo, raso, vazio, cheio de traumas e não se conforma em ver o outro como ele é, e feliz! Prefere acreditar em suas verdades e manter a pose, o posto. Quer ganhar respeito através da força, da autoridade, da imposição, sem compreender que o amor é leve e totalmente desprendido. Quer ganhar atenção através da lágrima do outro ou ter prazer em ver o choro reprimido, a vontade sufocada, o prazer podado. Quando cede, sempre suas ações tem ar de "esmolas". No fundo ele sempre dá um jeito de impor a sua vontade e nunca valoriza (nem respeita) o desejo do próximo.
Não é assim que se vive. Não é assim que se conquista, que se ganha, que se faz amar. Não é impondo a sua presença, nem a do outro ou impondo regras extremadas. 
O amor é livre. E é por isso que há muito amor em mim (e para mim). Porque aprendi (e compreendi a duras penas) que quem ama, liberta!

Vê se entende! Já passou da hora.

Miserávi.

Colega minha de trabalho foi ao médico hoje. Na ante-sala, aguardava para ser atendida quando entrou um mendigo no consultório. Com aparente estado de embriaguez, o bruto começou sua oratória diante dos olhares assustados dos pacientes:
"Minha gente, queria pedir a ajuda de vocês... tô aqui com essa doação (mostrando uma lata de leite) e queria que você me ajudassem com qualquer moeda, pois tenho muitos filhos pra criar. Alguém aqui teria coragem de me ajudar?" 
E com os olhos arregalados, mirou cada um dos pacientes que estavam sentados. Um minuto de silêncio depois (vendo que ninguém se manifestou), o mendigo bradou: " Lote de miseráaaaaavi!!!" (Oi?) E saiu, incrédulo.

Eu ri, viu?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Problemas prosaicos.

Perdi o ônibus pro trabalho e o outro demorou a passar. E eu cheguei atrasada. E não passou carona. E derramei café na blusa. E tinha almoço pra pagar, fatura, luz. E fiz um calo no pé, tropecei na escada e estava apertada pra fazer xixi. E não achava a chave na bolsa, me irritava e xingava. E tinha uma lagartixa no banheiro. E acabou o guaraná zero.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pouca sorte! (Parte 2)

Levantei às seis e meia da madrugada, tomei um banho rápido e encarei a ladeira. Às sete já estava dentro do "Nordeste" via Paralela. O engarrafamento estava fenomenal e não havia um lugarzinho sequer para eu sentar. O ônibus estava simplesmente lo-ta-do! Pra minha infelicidade uma criatura ainda resolveu se deitar na pista em plena avenida ACM, o que piorou consideravelmente a porcaria do engarrafamento. Por que ela não resolveu se estirar na 324? Humpf... Detalhe: cheguei 40 minutos atrasada para o exame. Entreguei os documentos ao recepcionista e rezei para ainda ser atendida. Sentei na ante-sala e me dei conta do quanto estava suada. Mal tive tempo de me secar no ar-condicionado, ouvi o atendente me chamar. "Dona Cleane, acho que a senhora se enganou. Seu exame está marcado ainda para o dia 16 de abril (Oi?).
Um minuto de silêncio. "Impossível, amigo. Tenho certeza que era hoje. Esperei este exame como quem espera  a primeira bicicleta. Deve haver algum engano..."
Ele lamentou e eu não tive reação para mais nada. Me deu uma vontade enorme de chorar, sem exagero. Acordei cedo, encarei aquele maldito engarrafamento por mais de uma hora e meia (e em pé), gastei passagem, fiquei em jejum para o tal exame por mais de 13 horas e tudo isso em vão??
Inconformada, caminhei até o ponto mais próximo. Já no trabalho me animei um pouco. Hoje estava marcado nosso "amigo-secreto de páscoa". Nada como um chocolate para aumentar a endorfina.
Mas a turma estava indecisa. Três colegas não puderam ir trabalhar hoje e o amigo-secreto estava desfalcado. Eu que já sentia o gosto do chocolate na boca, estava na torcida para que ele não fosse adiado. E assim aconteceu. Tudo corria muito bem, diletos leitores, se não tivesse acontecido o óbvio (que rufem os tambores!!): "minha amiga-secreta estava entre uma das três colegas que não veio trabalhar". Oi?

Sem comentários. rsrs

sábado, 31 de março de 2012

When You're Gone (Quando você se vai)



Hold on to love (Agarre-se ao amor)
That is what I do (É isso o que eu faço)
Now that I've found you (Agora que encontrei você)
And from above (E de longe)
Everything's stinking (Tudo está perecendo)
They're not around you (Tudo que não está perto de você)
And in the night (E à noite)
I could be helpless (Eu poderia estar desamparada)
I could be lonely (Eu poderia estar sozinha)
Sleeping without you (Dormindo sem você)
And in the day (E de dia)
Everything's complex (Tudo é complexo)
There's nothing simple (Não há nada simples)
When I'm not around you (Quando eu não estou perto de você)
But, I miss you when you're gone (E eu sinto falta quando você se vai)
That is what I do (É o que eu sinto)
Ba... baby (Baby)
And it’s going to carry on (E isso vai continuar)
That is what I knew (Isso é o que eu sabia)
Hey, baby (Ei, amor)
Hold on to my hands (Agarre minhas mãos)
I feel like sinking (Eu me sinto afundando)
Sinking without you (Afundando sem você)
And to my mind, (E na minha imaginação)
Everything's stinking (Tudo está perecendo)
Stinking without you (Perecendo sem você)
And in the night (E à noite)
I could be helpless (Eu poderia estar desamparada)
I could be lonely (Eu poderia estar sozinha)
Sleeping without you (Dormindo sem você)
And in the day (E de dia)
Everything's complex (Tudo é complexo)
There's nothing simple (Não há nada simples)
When I'm not around you (Quando eu não estou perto de você)
And I miss you when you're gone (E eu sinto sua falta quando você se vai)
That is what I do (É isso o que eu sinto)
Hey baby (Ei, amor)
And it’s going to carry on (E vai continuar)
That is what I knew (Isso é o que eu sabia)
Hey, baby. (Ei, amor)

Créditos: The Cranberries (Mister, tudo isso se deve ao abacate!)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Meu nome é "K TE ESPERO!"

Me deixa viajar no teu amor, ter o teu corpo e sentir o teu calor...
E na viagem louca, da louca paixão,
Sentir o descompasso do teu coração.

E tudo que pedir, eu vou fazer...
Pois afinal sou mulher e faço por prazer...
Do simples ao composto, sou o que você quiser,
Eu só quero te amar, tô pro que der e vier!

Amor,
Te amo como ninguém nunca te amou,
Eu quero ter você, teu fogo me pegou,
Você incendiou meu coração...

Amor,
Te vejo a todo instante, em qualquer lugar,
Teu corpo é excitante e me faz delirar,
Quero você em mim minha paixão!

Créditos: Banda Magníficos (que por sinal, tocará amanhã aqui em SSA no Wet'n Wild). Vai ficar aí parado, é?? ;)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Pouca sorte!

Sigo há mais de 24 horas com enxaqueca, só que após a madrugada ela aumentou consideravelmente. Já parti pras drogas pesadas. Agora é só curtir minha dor e esperar a boa hora dela resolver partir. Sinto uma dor aguda dentro dos olhos e a nuca rígida. Mal consigo pisar no chão. Uma sensação maluca. Nada fica em meu estômago. Tss, tss.
Logo hoje que formei quadrilha com Babuína e articulamos sabotar a dieta com um "frango ao bacon"... hummmmmm.
Ó vida, ó azar!

terça-feira, 27 de março de 2012

Ato falho.

Olha Mestre, hoje passa. Mas da próxima vez nem pense em não trazer meu abacate! Ruuum!! rsrs
;)

domingo, 25 de março de 2012

Ovos, ovos e mais ovos.

Este ano eu quero ver!! Quero ver se eu não vou ganhar nem um ovo da páscoa nessa bagaça! Nem me venham com a desculpa: "Você está de dieta". Ruuuum!

Quero nem saber se o pato é macho, quero é o ooooooooooovo!!!

E foi ela...

E foi ela que me apresentou ao cream cheese...
E foi ela que me apresentou a Formidável Família Musical...
Me apresentou sua casa, seu mundo...
Me apresentou a sua avó, a sua mãe, a sua irmã...
Também ao seu cunhado e sua sobrinha.
Me apresentou a sua família.
E foi ela que me apresentou ao Ipod,
ao fone de ouvido sem captação de ruídos,
as fórmulas do excell.
Desbravou comigo a "planilha de empresas dentro do referencial", os hieroglifos dos licitantes.
E várias vezes descobriu porque o PC do trabalho me deixava na mão na hora que eu mais precisava,
Porque a internet caia, a barra de ferramentas sumia...
Me ajudou a imprimir as famigeradas "etiquetas do processo", a carimbar as inúmeras páginas...
Me ensinou a usar lápis,
A defender meus direitos de consumidora, de cidadã, de mãe e de filha.
Me ensinou a reclamar de quem  "furava filas," de quem "atravessava o elevador".
Me educou a dizer "não".
Me levou leite ninho (da faixa azul), pão, manteiga, queijo, presunto, cream cracker,
Chocolate, sequilhos, banana frita com açúcar e canela, torradas e até patê...
Me levou tanta coisa...
Me deu roupa, carinho e o ombro,
Me deu conselhos.
Me estendeu a mão, emprestou a acetona, o algodão, o band-aid, o cartão de crédito,
Me cedeu a cama, o lugar, a atenção.
Me concedeu seu sorriso, sua alegria, seu abraço.
E mais! Me concedeu sua amizade, sua gratidão, sua confiança.
Dividiu sua coragem, sua dúvida, seus pensamentos...
Repartiu o bolo (muitas vezes), o lanche, a salada e seu conhecimento.
Ingeriu junto comigo o café expresso, o capuccino e os sapos.
Limpou comigo as gavetas, a mesa de reunião, o chão... uma barra...
Viveu comigo uma fase, uma conquista, muitos desafios
E segurou minha mão quando muitos acharam "que não ia dar certo."
Levantou minha auto-estima, minha moral, minha bandeira.
Lutou muitas vezes ao meu lado.
Sorriu quando eu comprei meu carro, meu microondas, minha TV, meus óculos de sol.
Sorriu quando eu comprei um Yo frozen, um Twix, um Dino Ovo, uma caixa de Bis.
Esteve presente em vários momentos: na minha formatura, no meu aniversário, em uma chegada, no "primeiro curso", no cinema, no show, no clube, no hospital... tanto fazia se era eu que estava precisando ou se uma de minhas filhas, ela estava lá...
E quando minha Jéssica completou 18 anos  no hospital (lembra amiga?)... lá estava ela (e Beyoncé) com bolas, com bolo, com um olhar e um aperto de mão. Com uma palavra de cura, de força, de segurança.
E foi ela que me apresentou a lealdade, a persistência, a palavra amiga.
Foi ela que criou meu blog e criou dentro de mim a vontade de aprender mais, de ler mais, de estudar mais sobre informática, sobre inglês, sobre saúde.
Me encorajou a emagrecer, a caminhar, a tentar, a lutar, a não desistir, a ir em frente!
Me ensinou que eu podia reclamar das havaianas quebradas.
Ela me ensinou tanta coisa, me ajudou em tanta coisa.
Mas, olhem só que coisa boba,
Foi ela também que me apresentou a saudade.

Minha amiga She-ra, sentirei muita saudade de seu sorriso diário. Boa sorte em sua nova jornada! E lembre-se: "Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos." Te amo. Conte sempre comigo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Tudo o que eu preciso.

Festa dos hormônios.

Levantei sorumbática e com uma leve dor de garganta. Na realidade acordei às quatro e meia da madrugada, assustada com um cheiro estranho de algo queimando. Semana passada meu ventilador pifou. Acordei com um cheiro estranho de chifre queimado e percebi que o tal cheiro vinha do infeliz. Joguei o bicho fora. Comprei outro, mas esta madrugada o novo também cheirou a queimado. Acho que o problema está na eletricidade da casa. Isso me tirou o sono e me fez pensar coisas malucas. Acho que delirei... estava meio indolente, naquele estágio "meio que dormindo, meio que acordada". Fiquei com medo de pegar no sono e da casa pegar fogo. Fiquei pensando no que faria se minha casinha pegasse fogo (?). Aspirei por um seguro para a casa. Pensei em desligar o ventilador, mas não iria conseguir dormir com calor. Então o mudei de tomada e fiquei lá, olhando pro teto até o despertador tocar. 
No trabalho me senti estranha. Estava me sentindo inchada e dolorida. O ar condicionado da sala estava congelando e isso piorou consideravelmente o meu estado. Comecei a sentir o corpo amolecer, a cabeça doer e aquela sensação típica de início de gripe. Pensei até em cabular o inglês. 
Consegui comprar minha antena nova, a aula foi ótima, meus pontos me permitiram até um cachorro-quente com suco, mas sei lá... tô meio maluca, sabe? Tô até me sentindo só e com vontade de chorar (Oi?). Quero crer que seja apenas TPM, mas acho que é mais que isso. Acontece que nessa época só vejo o pior de cada pessoa.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Exposta.

Diariamente recebo comentários sobre o meu blog. Na realidade os comentários surgem das mais variadas formas: ou verbalmente, ou através de um e-mail, de um sms, mas dificilmente recebo comentários nos próprios posts. Talvez porque o comentário seja (e é) de certa forma uma exposição e muitas pessoas não gostam de se mostrar como elas realmente são. Todavia é muita ingenuidade achar que toda opinião é unânime. Mais ainda, é ter a pretensão em achar que a "sua" opinião será unânime. Cada história gera uma determinada reação. Percebo isso até mesmo nas rodas de bate papo, nas conversas informais após o almoço... é impossível colher reações idênticas. Outro dia comentava com um amigo sobre um sms que recebi, logo após postar algo sobre "estar frustrada sobre um plano que não deu certo pro final de semana". Alguém indagou: “E qual era mesmo sua programação para o final de semana?” 
Claro que era alguém de meu convívio pessoal, pois nem todos os meus leitores possuem o número do meu celular, mas confesso que ainda assim, me senti um pouco invadida. Contudo é impossível querer que as minhas palavras não me exponham. Foi como reagiu meu amigo ao meu comentário: "Você não pode se tornar (de certa forma) uma pessoa pública e depois desejar o anonimato. Impossível!" Impossível também é achar que suas palavras vão agradar a todos. As mesmas palavras que fazem alguém se sentir acolhido, podem, para outros, causar desconforto. E ainda tem o lance da interpretação. Escrever num blog tem sido para mim, um exercício quase que diário de entrega, aprendizado e até mesmo de autoconhecimento. Confesso que havia em mim, muito mais do que eu mesma conhecia. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mocinha de sorte! (Parte 2)

Agora é oficial! A pintura da casa finalmente saiu do papel. Finalmente vou riscá-la da minha lista de resoluções 2011. Demorou mas aconteceu. Tudo no tempo certo! Dei um upgrade no cafofo e ele está ficando um chuchu. Passei todo o final de semana entre tintas, massa corrida, gesso e muita, mas muita poeira. Ontem os quartos ficaram prontos e entrei pela noite no faxinão. Hoje cheguei no trabalho moída e com cara de poucos amigos. Mas agora, quando entrei em casa e me deparei com as mudanças me deu uma alegriiiiiia!
Sou uma mocinha de sorte!

domingo, 18 de março de 2012

Exausta da Silva.

Vou é dormir, que meu nome é Cleane e meu sobrenome, cansaço. Que domingo, viu!?
Mas quer saber a real? Tô feliz que nem pinto no Barradão! rs

sábado, 17 de março de 2012

Mestre, essa é pra você!

Pra você que vive em "outro mundo" e que ainda se surpreende com as coisas da minha comunidade. 
Olha só que pérola... ri baldes, lembrando de sua observação: "Feliz é filho de jacaré que já nasce se virando!!"

Don't worry MM!

I will be fine! Estou sem TV mas estou acompanhada dos meus livros e de minhas músicas. Afinal, até prefiro. Ambos me acompanham em minha doce solidão, traduzindo tudo que penso sem que eu precise abrir a boca.
"Thanks for everything!"

quarta-feira, 14 de março de 2012

Vibe estranha.

Estou numa vibe de perder coisas. Primeiro fiquei desolada com a perda do meu piercing de ouro branco. Também perdi minha sombra dourada. Depois foi a vez do meu chip Tim e hoje por pouco não perco minha habilitação. A sorte foi que eu vi quando a bruta caiu no chão.
Também já passei pela vibe de quebrar coisas. Outro dia quebrei duas, das cinco tampas do meu jogo de panelas inox, quebrei o puxador do armário do banheiro, uma garrafa de champagne que estava na geladeira, fora a garrafa de vinho que quebrei no mercadinho semana passada. Humpf. Copos eu não vou nem conseguir precisar quantos! 
Ah, também já quebrei a cara várias vezes. Mas continuo tentando...
Uma hora essa vibe tem que passar.

terça-feira, 13 de março de 2012

Pai, afasta de mim esse cálice!

Quem vai tomar outra vez Top Sunday é o caralho de asa, não eu!!! Eu e minhas voltinhas no shopping com Beyoncé e Vera porra... Aí no que deu! Que raiva. Por que não segurei a boca?
Agora acabei de chegar do inglês e não posso comer nem uma azeitona. Humpf. Estou aqui com minha cara insossa, esvaindo de fome. 
Vou é dormir nessa bagaça. Ódeo!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pensamentos insanos.

Cheguei em casa há exatamente quarenta minutos. Quinze devo ter passado embaixo do chuveiro, descarregando todas as energias negativas adquiridas na minha volta pra casa. Confesso que vinha dentro do ônibus pensando mil e uma formas de matar o meu dentista. Na realidade os pensamentos variavam, desde uma morte lenta, até um cativeiro a pão e água. Requintes de crueldade passaram na minha cabeça, quando eu me lembrava de que fora ele que me fizera estar naquele busú lotado em plena hora do rush. Não tinha uma hora mais inapropriada para ele marcar pra me atender?
A cena era essa: eu tentando me equilibrar no meio do corredor de um ônibus linha Pau da Lima, com uma bolsa e duas sacolas. Pra acabar de lenhar, peguei um ônibus especial para cadeirantes. Pelamordedeus, nada contra os cadeirantes, afinal eles não tem culpa de nada, a culpa é de quem desenhou o maldito ônibus para cadeirante. Só quem anda de coletivo sabe o que significa andar num ônibus como esse. O dito cujo não possui lugar suficiente para o passageiro se segurar, principalmente em alguns pedaços do corredor, o que implica, para alguns, um verdadeiro exercício de alongamento, enquanto para outros, a queda!
É uma verdadeira gincana transitar num troço daqueles. E olha que eu ainda consigo alcançar os poucos ferros de apoio que há naquela miséria. Pior são os baixinhos que faltam se estabacar no chão. Aliás sabe por que eles não caem?? Não?? Porque se apoiam nos que conseguem se segurar, oras. Como a idiota aqui, por exemplo. Hoje uma senhora quase arranca a bolsa do meu braço tentando se aprumar. Ooooolha gente, é a treva!!! Meu povo, o ônibus estava tão cheio, mas tão cheio, que fui mudar de posição tentando descansar meu joelho e nessa tirei o pé do lugar. Pra que, meu Deus do céu? Pra que eu fiz isso??  Quem disse que consegui colocar o pé de volta no lugar? Gézuis... um calor senegalês, um abafamento infernal e eu lá, suando, imaginando se a morte seria mesmo o pior castigo para o meu dentista. Eis que surgiu um pensamento brilhante: não podia desejar a morte do infeliz! Não sou pessoa de desejar o mal para ninguém. Mas por um momento desejei do fundo da minha alma, com todas as forças do meu ser, vê-lo ali em pé no meu lugar. Pronto! Para mim era suficiente. Bastava vê-lo com toda aquela sorte de banhas, em pé, naquele Pau da Lima lotado.
Pena que nem pude gozar daquela alegria momentânea, pois me lembrei que o coletivo agora também possui assento especial para obesos (Oi?). Aquele filho da puta gordo ia se safar de um jeito ou de outro. Humpf...

domingo, 11 de março de 2012

FFM na Bahia.

E ai? Formô???

Não disse?!

Estou na Bahia, minha gente!
Deu plano A na cabeça!
O clube foi a "cara da riqueza"! ;)

Domingo nublado.

E não é que, mesmo com a lua linda que fez ontem, o dia amanheceu nublado? Que importa? Meu astral está em Plutão, como diria o velho Santana. Mas como estamos na Bahia, tudo pode mudar daqui para o meio-dia. Estou de bobeira mesmo e qualquer coisa me diverte!
Os planos A e B são: clube, se o sol aparecer com fé e cineminha, se o tempo continuar assim. Tia Lélia, Miúda, Leth, Jéu... acordem pra vida! Já estou de pé, viu?! ;)

sábado, 10 de março de 2012

Mocinha de sorte!

Sou uma mocinha de sorte! Rá!! A dinâmica do dia mudou completamente e eu consegui colocar os planos de volta nos trilhos. O peixe não rolou e o vinho ainda está na geladeira em stand by. Tampouco fiquei jiboiando no sofá, alone em casa. Cheguei há pouco da rua e consegui resolver diversas coisas que havia planejado. Pra completar ainda tive um almoço perfeitamente agradável. Tudo certo na Bahia, terra linda de meu Deus! 

Mas por enquanto o motivo de tanta euforia ainda é surpresa! Só vou contar pra vocês depois de tudo concretizado. Pra não "gorar", sabe? Afinal, nem todo mundo que lê meu blog é meu amigo, não é mesmo?! ;)

Ainda tem muita gente (que finge ser gente) que fica infeliz, com a felicidade do outro! Sorry.

É o que tem pra hoje!

Pois é. Ontem passei o dia todo na expectativa do final de semana, mas no final do dia aconteceu um fato que iria mudar tudo.
A semana foi muito cansativa, entre trabalho, dentista, inglês e muitos, muitos ônibus. Acho que eles são os que mais me cansam. Não SUPORTO mais andar de coletivo (ponto). Não somente pelo fato de que carregam muito mais pessoas que a capacidade normal pode suportar, mas pela demora esperando no ponto, pelas paradas ininterruptas, pelos engarrafamentos, pela falta de ventilação, pelos odores, pela sujeira e nem vou mencionar a falta de conforto. Outro dia encontrei uma barata no busú (oi?). Bom, o que eu fiz? Pedi licença a infeliz e me sentei, torcendo pra que ela saltasse no próximo ponto (quáquáquá).
Segunda-feira mesmo foi uma gincana. Saí mais cedo do trabalho e fui ao dentista. Na volta pra casa passei duas horas dentro do coletivo e em pé. Já quase no final do percurso, uma senhorinha se ofereceu para segurar minha bolsa e sacola. Sem falar na quinta-feira, que ao saltar no ponto, o "toró" caiu! Ah, sinceramente, ando sem paciência. Mas pior do que ficar duas horas (em pé) num busú presa em um engarrafamento, foi a ligação que eu recebi ontem no finalzinho da tarde. Mudou todo meu humor, me fez chorar e me fez sentir dor de cabeça. Na verdade já vim chorando no ônibus pois, juntou o aborrecimento desnecessário que eu senti, com os planos frustrados que eu tracei, com o busú lotado, com a chuva fina que caia... juntou a porra toda e aí foi o estopim. 

Final da conta: 
  1. Tomei banho (ainda chorando);
  2. Dormi antes do JN;
  3. Acordei agora com o estômago colado nas costas e sem ter PN pra fazer.
Mas como a vida é bela e eu já me acostumei a ser uma mocinha solitária, já telefonei pro mercadinho e mandei reservar um filé de peixe. Vou fazer um prato em minha homenagem, que vai cair super bem com um vinhozinho que me aguarda alí na geladeira e com esse tempo frio. Por fim, vou escolher a trilha musical e ficar aqui, alone em meu Universo Paralelo. Vou estudar um pouco e mais tarde avalio se vou ao shopping tomar um Yo froezen e pegar um cineminha. 

Tá ruim é? É o que tem pra hoje!!!

domingo, 4 de março de 2012

Just wait.

Depois que inventaram o tal "pedido de desculpas" pouca gente se preocupa em não "cometer erros."
Sei não... tô vendo aí. Cansei de ser Pollyanna. Melhor ser Gabriela.

Domingo de luto.

Porque parece que é no domingo que tudo acontece. Será que é para que eu tenha pouco tempo para sofrer?? Sim, pois o domingo antecede a segunda-feira e na segunda-feira, preciso estar de pé! Preciso estar firme! Horário, tarefas a cumprir...
Mas hoje ainda é domingo. Posso chorar minhas perdas, posso sofrer minha enxaqueca em paz, posso ficar quietinha sem falar com ninguém... mas também posso recomeçar.

P.S.: Estou muitíssimo triste com a perda da minha querida "Mãe Noélia". Mas meu egoísmo pela existência de sua presença física, não pode prevalecer aos desígnios da criação. A vida tem que prosseguir...

sexta-feira, 2 de março de 2012

Preciso dar um jeito nisso...

Gostaria de ter forças para postar aqui alguma coisa. Minha cabeça está num embaraço, mas estou cheia de ideias. Contudo, após:
  1. Chegar ao médico e descobrir que o Planserv cancelou minha assistência de forma negligente e inadvertida;
  2. Ter de brigar com a atendente para ela sanar a falha (a fim de eu não perder minha consulta);
  3. Encarar duas horas de engarrafamento dentro de um busú LOTADO ouvindo música evangélica.

Estou sem forças para mais nada. Só quero minha caminha, com lençóis limpinhos cheirando a alfazema e mais nada.
Amanhã, quem sabe... 
See you tomorrow!

quinta-feira, 1 de março de 2012

O estranho mundo do inglês.

É. O inglês me encanta. Já havia decidido voltar pro inglês desde o início do ano passado, contudo fui protelando, protelando e larguei de mão. Estava em dúvida neste início de ano se me dedicava a uma pós, ou se pegava uma dobradinha academia/inglês visando otimizar tempo e dinheiro. Sim, pois meus cálculos foram estes: academia + inglês =  pós-graduação. Então me rendi a primeira opção. Minha escolha teve sim várias influências. Mestre dos Magos foi uma delas. Exímio tradutor, esta figura vive a me desafiar e com isso, fui voltando a pegar gosto pela coisa. Outra motivação para o retorno a sala de aula foi o carnaval. Sim, passei por poucas e boas neste carnaval. Já é de domínio público que trabalhei durante todos os dias na festa de Momo e com isso, conheci várias pessoas, de vários países inclusive. Entre elas, muitos gringos que chegavam nos postos aflitos para fazer ocorrências de perdas de documentos e alguns furtos de equipamentos, como máquinas fotográficas, celulares, ipods, etc. Era uma loucura. Primeiro, que o nervosismo deles, faziam com que falassem cada vez mais rápido e embolado. Coisa de louco. No final das contas consegui me sair bem e entender (com a ajuda de um questionário escrito) o que eles diziam, mas era uma sensação horrível de impotência. Mas notem que o inglês é uma língua simples, sem maiores dificuldades. Diferente da língua portuguesa, não requer vocabulário rebuscado. O importante, é se fazer entender. Daí o impulso que eu precisava.
Então, diletos leitores. Volto da minha primeira aula de inglês. Agora só falta destrancar a matrícula da "cadimia". Rá!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Trágica comédia.

Hoje inventamos de ir ao cinema, eu e a prole. Chegando lá, ficamos em dúvida qual filme iríamos assistir. Cada uma queria ver um estilo diferente. Escolhemos então pelo ator (Adam Sandler) e pelo horário da próxima sessão: a comédia "Cada um tem a gêmea que merece".

Mas comédia, comédia mesmo, fomos nós três evadindo do cinema antes do meio do filme. Foi unânime. Saída de emergência pra que te quero!
Pense numa idiotice?! Dinheiro jogado fora... não deu pra suportar não...

P.S.: Jeu, bem que eu suspeitei que não ia dar certo, no primeiro momento em que você pisou no pé do "infeliz de meias"... kkkkkk